Blog de drogas-cia


05/03/2010


Crack
       

O que é?

O crack é uma mistura de cloridrato de cocaína (cocaína em pó), bicarbonato de sódio ou amónia e água destilada, que resulta em pequeninos grãos, fumados em cachimbos ( improvisados ou não). É mais barato que a cocaína mas, como seu efeito dura muito pouco, acaba sendo usado em maiores quantidades, o que torna o vício muito caro, pois seu consumo passa a ser maior.
Estimulante seis vezes mais potente que a cocaína, o crack provoca dependência física e leva à morte por sua acção fulminante sobre o sistema nervoso central e cardíaco.

Quais são as reacções do crack? O que ele provoca no organismo?

O crack leva 15 segundos para chegar ao cérebro e já começa a produzir seus efeitos: forte aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremor muscular e excitação acentuada, sensações de aparente bem-estar, aumento da capacidade física e mental, indiferença à dor e ao cansaço. Mas, se os prazeres físicos e psíquicos chegam rápido com uma pedra de crack, os sintomas da síndrome de abstinência também não demoram a chegar.  Em 15 minutos, surge de novo a necessidade de inalar a fumaça de outra pedra, caso contrário chegarão inevitavelmente o desgaste físico, a prostração e a depressão profunda.
Estudiosos como o farmacologista Dr. F. Varella de Carvalho asseguram que "todo usuário de crack é um candidato à morte", porque ele pode provocar lesões cerebrais irreversíveis por causa de sua concentração no sistema nervoso central.

O crack é uma droga mais forte que as outras?

Sim, as pessoas que o experimentam sentem uma compulsão ( desejo incontrolável) de usá-lo de novo, estabelecendo rapidamente uma dependência física, pois querem manter o organismo em ritmo acelerado. As estatísticas do Denarc ( Departamento Estadual de Investigação sobre Narcóticos) indicam que, em Janeiro de 1992, dos 41 usuários que procuraram ajuda no Denarc, 10% usavam crack e, em Fevereiro desse mesmo ano, dos 147 usuários, já eram 20%. Esses usuários, em sua maioria, têm entre 15 e 25 anos de idade e vêm tanto de bairros pobres da periferia como de ricas mansões de bairros nobres.
Como o crack é uma das drogas de mais altos poderes viciantes, a pessoa, só de experimentar, pode tornar-se um viciado. Ele não é, porém, das primeiras drogas que alguém experimenta. De um modo geral, o seu usuário já usa outras, principalmente cocaína, e passa a utilizar o crack por curiosidade, para sentir efeitos mais fortes, ou ainda por falta de dinheiro, já que ele é bem mais barato por grama do que a cocaína. Todavia, como o efeito do crack passa muito depressa, e o sofrimento por sua ausência no corpo vem em 15 minutos, o usuário   usa-o em maior quantidade, fazendo gastos ainda maiores do que já vinha fazendo. Para conseguir, então, sustentar esse vício, as pessoas começam a usar qualquer método para comprá-lo. Submetidas às pressões do traficante e do próprio vício, já não dispõem de tempo para ganhar dinheiro honestamente; partem, portanto, para a ilegalidade: tráfico de drogas, aliciamento de novas pessoas para a droga, roubos, assaltos, etc

Escrito por drogas-cia às 20h35
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Tabaco

 

Definição e histórico
O tabaco é uma planta cujo nome científico é Nicotina tabacos, da qual é extraída uma substância chamada nicotina. Seu uso surgiu aproximadamente no ano 1000 A.C., nas sociedades indígenas da América Central, em rituais mágicos-religiosos com objectivo de purificar, contemplar, proteger e fortalecer os ímpetos guerreiros, além de acreditar que a mesma tinha o poder de predizer o futuro. A planta chegou ao Brasil provavelmente pela migração de tribos tupis-guaranis. A partir do século XVI, o seu uso foi introduzido na Europa, por Jean Nicot, diplomata francês vindo de Portugal, após ter-lhe cicatrizado uma úlcera de perna, até então incurável.
No início, utilizado com fins curativos, através do cachimbo, difundiu-se rapidamente, atingindo Ásia e África, no século XVII. No século seguinte, surgiu a moda de aspirar rapé, ao qual foram atribuídas qualidades medicinais, pois a rainha da França, Catarina de Médicis, o utilizava para aliviar suas enxaquecas.
No século XIX, iniciou-se o uso do charuto, através da Espanha atingindo toda a Europa, Estados Unidos e demais continentes, sendo utilizado para demonstração de ostentação. Por volta de 1840 a 1850, surgiram as primeiras descrições de homens e mulheres fumando cigarros, porém somente após a Primeira Guerra Mundial (1914 a 1918) seu consumo apresentou uma grande expansão.
Seu uso espalhou-se por todo mundo a partir de meados do século XX, com ajuda de técnicas avançadas de publicidade e marketing, que se desenvolveram nesta época.
A partir da década de 60, surgiram os primeiros relatórios científicos que relacionaram o cigarro ao adoecimento do fumante e hoje existem inúmeros trabalhos comprovando os malefícios do tabagismo à saúde do fumante e do não-fumadores exposto à fumaça do cigarro.
Hoje o fumo é cultivado em todas as partes do mundo e é responsável por uma actividade económica que envolve milhões de dólares.
Apesar dos males que o hábito de fumar provoca, a nicotina é uma das drogas mais consumidas no mundo.

Efeitos no cérebro
Quando o fumante dá uma tragada, a nicotina é absorvida pelos pulmões, chegando ao cérebro geralmente em 9 segundos.
Os principais efeitos da nicotina no Sistema Nervoso Central são: elevação leve no humor (estimulação) e diminuição do apetite. A nicotina é considerada um estimulante leve, apesar de um grande número de fumantes relatarem que se sentem relaxados quando fumam. Essa sensação de relaxamento é provocada pela diminuição do tônus muscular.
Essa substância, quando usada ao longo do tempo, pode provocar o desenvolvimento de tolerância, ou seja, a pessoa tende a consumir um número cada vez maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos que originalmente eram produzidos por doses menores.
Alguns fumantes, quando suspendem repentinamente o consumo de cigarros, podem sentir fissura (desejo incontrolável por cigarro), irritabilidade, agitação, prisão de ventre, dificuldade de concentração, diurese, tontura, insónia e dor de cabeça. Esses sintomas caracterizam a síndrome de abstinência, desaparecendo dentro de uma ou duas semanas.
A tolerância e a síndrome de abstinência são alguns dos sinais que caracterizam o quadro de dependência provocado pelo uso de tabaco.

Efeitos no resto do organismo
A nicotina produz um pequeno aumento no batimento cardíaco, na pressão arterial, na frequência respiratória e na actividade motora.
Quando uma pessoa fuma um cigarro, a nicotina é imediatamente distribuída pelos tecidos. No sistema digestivo provoca queda da contracção do estômago, dificultando a digestão. Há um aumento da vasoconstrição e na força das contracções cardíacas.

Efeitos tóxicos
A fumaça do cigarro contém um número muito grande de substâncias tóxicas ao organismo. Dentre as principais, citamos a nicotina, o monóxido de carbono, e o alcatrão.
O uso intenso e constante de cigarros aumenta a probabilidade da ocorrência de algumas doenças como por exemplo a pneumonia, câncer (pulmão, laringe, faringe, esófago, boca, estômago, entre outros), enfarte miocárdio; bronquite crónica; enfisema pulmonar; derrame cerebral; úlcera digestiva; etc. Entre outros efeitos tóxicos provocados pela nicotina, podemos destacar ainda náuseas, dores abdominais, diarreia, vómitos, cefaleia, tontura, bradicardia e fraqueza.

Tabaco e gravidez
Quando a mãe fuma durante a gravidez "o feto também fuma", recebendo as substâncias tóxicas do cigarro através da placenta. A nicotina provoca aumento do batimento cardíaco no feto, redução do peso do recém-nascido, menor estatura, além de alterações neurológicas importantes. O risco de, abortamento espontâneo, entre outras complicações durante a gravidez é maior nas gestantes que fumam.
Durante a amamentação, as substâncias tóxicas do cigarro são transmitidas para o bebé também através do leite materno.

Tabagismo passivo
Os fumadores não são os únicos expostos à fumaça do cigarro pois os não-fumadores também são agredidos por ela, tornando-se fumantes passivos.
Os poluentes do cigarro dispersam-se pelo ambiente, fazendo com que os não-fumadores próximos ou distantes dos fumantes, inalem também as substâncias tóxicas.
Estudos comprovam que filhos de pais fumantes apresentam uma incidência 3 vezes maior de infecções respiratórias (bronquite, pneumonia, sinusite) do que filhos de pais não-fumadores.

Aspectos gerais
O hábito de fumar é muito frequente na população. A associação do cigarro com imagens de pessoas bem sucedidas, jovens, desportistas é uma constante nos meios de comunicação. Este tipo de propaganda é um dos principais factores que estimulam o uso do cigarro. Por outro lado, os programas de controle do tabagismo, vêm recebendo um destaque cada vez maior em diversos países, ganhando apoio de grande parte da população.

O que é INCA/Contapp?
O INCA (Instituto Nacional de Câncer) é o órgão do Ministério da Saúde responsável pelas acções de controlo do tabagismo e prevenção primária de câncer no Brasil, através da Coordenação Nacional de Controlo do Tabagismo e Prevenção Primária de Câncer (Contapp). Essas acções vão desde a comemoração de datas específicas, como Dia Mundial sem Tabaco, 31 de Maio e Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de Agosto, até a estruturação e realização de programas continuados para controlo do tabagismo e de outros factores de risco de câncer, em unidades de saúde, escolas e ambientes de trabalho.
Para isso, o INCA/Contapp, coordena uma rede de 27 coordenadores estaduais, capacita recursos humanos, desenvolve pesquisas, elabora livros didácticos sobre o tema, além de folhetos, cartazes e adesivos; presta assessoria técnica nos projectos de lei sobre tabagismo, que tramitam no Congresso Nacional; e participa de congressos de todas as áreas do conhecimento relacionadas ao tabagismo.

Escrito por drogas-cia às 20h29
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YAGÉ 

A planta Banisteriopsis caapi é uma trepadeira que cresce na Amazónia e produz uma droga conhecida pro vários nomes: para os índios brasileiros e colombianos ela é a caapi, enquanto no Peru, Bolívia e Equador ela é chamada de ayahuasca. Nos Andes ela tem o nome de yagé, e é obtida através da fervura das cascas recém-formadas da trepadeira caapi.

De acordo com a região, outras plantas psicoactivas podem ser misturadas ao preparo de caapi, como a datura, rica em alcalóides da beladona, e a Banisteriopsis rusbyana, que contém DMT (n,n dimethyltryptamine, um poderoso alucinógeno). Depois de fervido durante horas, o equivalente a um copo de beberagem contém cerca de 400 miligramas de alcalóides, o que, segundo pesquisadores norte-americanos, é quatro vezes superior à dose necessária a uma pessoa não habituada ao uso frequente da droga. Grandes quantidades de yagé podem causar morte por envenenamento.

O princípio activo do caapi, conhecido como harmina, pode ser extraído e transformado em cloreto de harmina, droga aspirada ou mascada para produzir os mesmos efeitos da beberagem.
Imediatamente após a ingestão de yagé, o usuário vomita; em seguida, começam os efeitos propriamente ditos: embriaguez acompanhada por alucinações e espoucar de luzes coloridas. Também pode ocorrer insónia, perda de coordenação e vertigens. À medida que os efeitos se intensificão, as alucinações entram num grau mais avançado e o usuário pode experimentar um aumento de visão nocturna e um desenvolvimento da energia psíquica, assim como uma estimulação dos sentidos sexuais. Um estudo realizado nos Estados Unidos afirma que "yagé em demasia pode transformar a mente num pesadelo de visões, acompanhadas por sentimentos .

A harmina produz efeitos e sensações semelhantes aos da mescalina, acrescidos de embriaguez. Afirma-se que a droga aumenta a percepção extra-sensorial, fazendo com que o usuário adquira a capacidade de prever eventos futuros.

Durante muito tempo o alcalóide harmina foi conhecido pelo nome de telepatina, isso por induzir fenómenos telemáticas. Alguns relatos asseguram que o yagé pode funcionar como estimulante sexual, além de poderoso alucinógeno. A droga produz, segundo um testemunho, "brilhantes flashes de luz na mente, ilusões de objectos ficando maiores e menores, vívidas alucinações e uma excepcional habilidade para enxergar na escuridão".

Escrito por drogas-cia às 20h26
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TRANQUILIZANTES

Drogas tranquilizantes são uma invenção do século 20, desenvolvidas para aliviar ansiedades, preocupações e temores. Junto com álcool, nicotina e aspirina, os tranquilizantes são as drogas mais usadas e abusadas no mundo. São várias as categorias em que estão divididos os tranquilizantes, que, de maneira geral, actuam como agentes depressivos do sistema nervoso central. Eles podem ser:

  • Benzodiazepinas: Considerados tranquilizantes menores, incluem medicamentos como Librium e Valium, duas substâncias farmacologicamente similares, que são consideradas as drogas mais amplamente receitadas no mundo todo. Esses dois remédios têm acção prolongada e pequeno potencial de overdose ou formação de hábito. Consumidores de doses excessivas, porém, podem tornar-se viciados.

  • Meprobamatos: Representados principalmente pelos medicamentos Equanil e Miltown, vendidos e receitados desde 1955, considerados inicialmente como remédios seguros e não viciantes para o alívio de ansiedades. Mais tarde, descobriu-se que essa substâncias possuíam enorme potencial de overdose e de indução ao vício, produzindo euforia e efeitos semelhantes aos dos barbitúricos.

  • Metaqualona: Categoria que inclui medicamentos como Quaalude e Mandrax (ou Mandrix), substâncias sedativas e hipnóticas não-barbitúricas, semelhantes aos meprobamatos. Atualmente, sabe-se que os metaqualones possuem grande potencial de overdose e de vício, embora há alguns anos a droga fosse considerada segura e incapaz de formar hábito.

  • Fenobarbitais: Classe representada por tranquilizantes como Luminal. Quando usada por breves períodos, a droga tem baixo potencial de vício e overdose, agindo como relaxante muscular, sem os efeitos sedativos dos outros barbitúricos. Quando ingerida de forma intensiva, a substância pode causar dependência, com sintomas de síndrome de abstinência no caso de suspensão repentina.

  • Fenotiazinas: Abrange, entre outros, os remédios Thorazine, Compazine, e Mellaril, considerados tranquilizantes maiores ou antipsicóticos, com aplicação no tratamento de esquizofrenia. Essas drogas têm potencial de overdose moderado, e praticamente não causam vício, embora possam gerar efeitos colaterais, como sintomas semelhantes aos apresentados por doentes do mal de Parkinson.

  • Antidepressivos tricíclicos: Representados por produtos farmacêuticos como Elavil e Triavil, empregados para elevar o ânimo. Eles têm potencial de overdose considerável, embora seja baixo o risco de vício. Têm sido amplamente receitados, apesar de alguns médicos afirmarem que estes produtos só deveriam ser usados em caso de desordens psíquicas graves.

Deve-se observar que a distinção entre tranquilizantes "maiores" e "menores" nada tem a ver com seu grau de potência, mas sim com sua estrutura química. Seu uso terapêutico atinge as áreas da odontologia, neurologia, cardiologia, obstetrícia e ginecologia, ortopedia, pediatria, dermatologia, cirurgia plástica e psiquiatria. Afirma-se também que os tranquilizantes são úteis em alguns casos de tratamento de viciados em álcool, anfetaminas, heroína ou barbitúricos. Sob o ponto de vista médico, eles são classificados como sedativos, anticonvulsivos, relaxantes musculares, agentes antiansiedade e soníferos.

Os tranquilizantes actuam sobre o sistema límbico do cérebro, afectado as conexões dos circuitos sensoriais e motores, o que gera depressão do sistema nervoso central. O usuário é induzido a um estado de calma e tranquilidade, enquanto os músculos ligados ao esqueleto relaxam, fazendo desaparecer tensões e ansiedades. A euforia resultante do emprego da droga pode afectar a coordenação, a fala, os impulsos sexuais e a capacidade de concentração, reduzindo a agressividade e induzindo ao sono. A duração e a intensidade dos efeitos dependem do tipo de tranquilizantes, da dosagem e das características de personalidade do usuário, que, em alguns casos, pode ser lavado à dependência psicológica.

A dependência, tanto psicológica quanto física, pode sobrevir em casos de uso intenso e prolongado, e o abandono do vício pode ser muito difícil, produzindo desagradáveis sintomas de abstinência, que surgem entre quatro e oito horas depois da suspensão da droga. De acordo com a potência dos tranquilizantes, o metabolismo do usuário e a frequência do uso, estes sintomas podem incluir ansiedade e hiper excitação, reduções no pulso e na respiração, dificuldade de coordenação e fala, náusea, vómitos, tremores e convulsões. Os tranquilizantes podem matar, caso sejam combinados com outros depressivos do sistema nervoso central, que potencializam os seus efeitos, como álcool, barbitúricos, opiáceos, sedativos-hipnóticos e narcóticos sintéticos.

Os tranquilizantes também são desaconselháveis durante a gravidez, já que eles penetram na placenta, aumentando os riscos de morte do feto ou o surgimento de problemas cardíacos congênitos, anormalidades do esqueleto e outros defeitos de nascimento. Um dos casos mais famosos nessa área é o da Thalidomida, uma pílula para dormir não-barbitúrica, que se mostrou responsável pelo nascimento de crianças gravemente deformadas. Os tranquilizantes também podem se infiltrar no leite materno, e por isso devem ser evitados mesmo após o parto.

Além de todos esses riscos, os tranquilizantes também podem gerar tolerância, se bem que em grau menor que os barbitúricos. A tolerância pode surgir apenas em algumas semanas, caso a droga seja ingerida três vezes ao dia, o que faz com que ela se mantenha constantemente na corrente sanguínea. Os efeitos colaterais incluem apatia, diminuição da pressão sanguínea, problemas visuais, desorientação, confusão, fraquezas musculares, dores de cabeça, perturbações estomacais, perda de coordenação, vertigens, irregularidades menstruais e de ovulação, ansiedade e alucinações. Em alguns usuários, os tranquilizantes produzem estimulação em vez de sedação, tendo como consequência a hiperexcitabilidade, insônia, hostilidade e inclinação a acessos de raiva. Doses excessivas podem causar tremores, perda da coordenação muscular e convulsões.

 

Escrito por drogas-cia às 20h16
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Inalantes

 

A categoria das drogas inalantes abrange diversas substâncias, sendo três as principais: toluene, éter e clorofórmio.
O toluene é o ingrediente activo da cola de sapateiro, cola de aeromodelismo, fluido de isqueiro, tinta, gasolina, desodorante, spray para cabelo, limpador de móveis e vidro, esmalte de unhas, etc. A inalação dos vapores liberados por esse produtos provoca efeitos similares aos do álcool, assim como alucinações em casos de doses exageradas. Os sintomas incluem euforia, inquietação, confusão, desorientação, excitação e perda de coordenação motora.
Inalações repetidas podem causar vertigens, vacilação, alterações na percepção de cores, distorção do sentido de tempo e espaço e sensação de omnipotência ou de grande poder. A overdose é caracterizada por náuseas, vómitos, fadiga, fraqueza muscular, dores estomacais, tremores, sentimentos de medo, solidão e culpa, paralisia dos nervos cranianos e periféricos, delírio, perda de consciência e até coma.
A acção do toluene é devida à sua capacidade de deprimir o sistema nervoso central. Relatórios médicos divulgados na década de 60 afirmam que a droga causa danos permanentes no cérebro, podendo inclusive matar o usuário, além de corroer as membranas nasais, destruir o tutano dos ossos e danificar os rins. O toluene ainda pode induzir impulsos violentos, lesões no fígado e nos órgãos respiratórios, e cegueira.
O toluene pode gerar tolerância se for usado com frequência semanal durante um período de cerca de três meses, a partir dos quais o usuário precisará de doses sempre maiores para obter o mesmo efeito. Não se sabe se o toluene causa dependência física, mas acredita-se que os usuários que inalam a substância com muita frequência estão sujeitos à dependência psicológica. Seus efeitos negativos podem ser revertidos com a suspensão do consumo da droga.
O éter, conhecido cientificamente como éter dietil, foi descoberto no século 13, e é produzido através da desidratação do álcool etílico pelo ácido sulfúrico. Por volta de 1700, os universitários europeus passaram a consumir éter recreativamente, em substituição às bebidas alcoólicas. Na Inglaterra, o uso de éter como inebriante foi muito popular até o final do século 19, quando a droga passou a ser proibida. Apesar de fora da lei, o éter continuou popular entre os ingleses até seu uso começar a declinar, por volta de 1920, quando o álcool tornou-se mais barato e mais fácil de se comprar do que o éter.
Já nos Estados Unidos, o uso recreativo do éter teve um breve surto de popularidade entre os anos de 1920 e 1933, quando o álcool esteve proibido pela Lei Seca. Na época, as bebidas não-alcoólicas eram misturadas com éter para provocar intoxicação. Mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial, a substância foi muito consumida na Alemanha para compensar a falta de bebidas alcoólicas.
No Brasil, o éter foi o ingrediente básico do lança-perfume, um produto carnavalesco que podia ser inalado para gerar euforia e desinibição. Apesar de proibido em 1961 pelo então presidente Jânio Quadros, o lança-perfume continuou bastante difundido no país, sendo contrabandeado principalmente da Argentina, onde é fabricado legalmente.
A utilização medicinal do éter remonta a 1846, quando a droga passou a ser inalada como anestesiante. Doses moderadas de éter deprimem o sistema nervoso central, produzindo efeitos inebriantes. O consumo de éter pode provocar gastrite e até mesmo morte em casos de overdose.
O clorofórmio foi descoberto simultaneamente na Alemanha, na França e nos Estados Unidos, em 1831. A substância é um líquido pesado e incolor, que desprende vapores quando mantido em temperatura ambiente. Inicialmente o líquido e seus vapores foram considerados como substitutos seguros para o álcool, já que pequenas quantidades de clorofórmio causam euforia e desinibição sem produzir ressacas. A substância foi aplicada como anestésico em partos e cirurgias a partir de 1847, provando-se capaz de agir oito vezes mais rápida e poderosamente que o éter. Com o passar do tempo, constatou-se que uma overdose da droga poderia causar morte súbita por depressão circulatória, o que fez com que o clorofórmio fosse paulatinamente abandonado pelos médicos em favor de outras drogas anestésicas. Devido à sua potência, o clorofórmio pode ser letal se ingerido oralmente em grande quantidade.

Escrito por drogas-cia às 20h14
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Cogumelos
e
Plantas Alucinógeno

 

Definição e histórico

A palavra alucinação significa, em linguagem médica, percepção sem objectivo; isto é, a pessoa que está em processo de alucinação percebe coisas sem que elas existam. Assim, quando uma pessoa ouve sons imaginários ou vê objectos que não existem, ela está tendo uma alucinação auditiva ou alucinação visual.
As alucinações podem aparecer espontaneamente no ser humano em casos de psicoses, sendo que destas, a mais comum é a doença mental chamada esquizofrenia. Também podem ocorrer em pessoas normais (que têm doença mental) que tomam determinadas substâncias que são chamadas de substâncias ou drogas alucinógeno, isto é, que "geram" alucinações. Estas são também chamadas de psicoticomiméticas por "imitarem" ou "mimetizarem" um dos mais evidentes sintomas das psicoses – as alucinações. Alguns autores também as chamam de psicadélicas, o que significa expansão da mente, evidentemente, um exagero. Isto porque a alucinação e o delírio nada têm de aumento da actividade ou da capacidade mental: ao contrário, são aberrações, perturbações do perfeito funcionamento do cérebro, tanto que são característicos das doenças chamadas psicoses.
Grande número de drogas alucinógeno vêm da natureza, principalmente de plantas. Estas foram "descobertas" pelos seres humanos do passado que, ao sentirem os efeitos mentais das mesmas, passaram a considerá-la como "plantas divinas", isto é, que faziam com que, quem as ingerisse, recebesse mensagens divinas, dos deuses. Assim, até hoje, em culturas indígenas de vários países, o uso destas plantas alucinógenas tem significado religioso.
Com o progresso da ciência, várias substâncias foram sintetizadas em laboratório e, desta maneira, além dos alucinógenos naturais, hoje em dia têm importância também os alucinógenos sintéticos, dos quais o LSD-25 é o mais representativo.
Há ainda a considerar que alguns destes alucinógenos agem em doses muito pequenas e praticamente só atingem o cérebro e, portanto, quase não alteram qualquer outra função do corpo da pessoa: são os alucinógenos propriamente ditos ou alucinógenos primários. O THC (tetrahidrocanabinol) da maconha, por exemplo, é um alucinógeno primário. Mas, existem outras drogas que também são capazes de actuar no cérebro, produzindo efeitos mentais: são os alucinógenos secundários. 

Os vegetais alucinógenos

As mais conhecidas plantas alucinógenas estão citadas a seguir :

Cogumelo - O uso de cogumelos ficou famoso no México, onde, desde antes de Cristo, já era usado pelos nativos daquela região. Assim, hoje sabe-se que o "cogumelo sagrado" é usado por alguns pajés. Ele recebe o nome cientifico Psylocybe mexicana e dele pode ser extraído substância de poderosa ação alucinógena: a psilocibina. 

Jurema - O vinho de Jurema, preparado à base da planta brasileira Mimosa hostilis, chamado popularmente de Jurema, é usado pelos remanescentes índios. Os efeitos do vinho são muito bem descritos por José de Alencar no romance Iracema. Só é utilizado nos terreiros de candomblé por ocasião de passagem de ano. A Jurema sintetiza uma potente substância alucinógena, a dimetiltriptamina ou DMT, responsável pelos efeitos.

Mescal ou Peyolt -(Lophophora williamsii)- Trata-se de um cacto, utilizado desde remotos tempos na América Central, em rituais religiosos. Este cacto  produz a substância alucinógena mescalina. O cacto Mescal já fez parte dos rituais de populações indígenas da América Central no sudoeste dos Estados Unidos . O peyolt ainda é usado legalmente em vários rituais indígenas, através de um sacramento reconhecido pela igreja nativa Americana .

Caapi e Chacrona - São duas plantas alucinógenas que são utilizadas conjuntamente sob forma de uma bebida que é ingerida no ritual do Santo Daime ou Culto da União Vegetal e várias outras seitas. No Peru, a bebida preparada com as duas plantas é chamada pelos índios quéchas de Ayahuasca, que quer dizer "vinho da vida". As alucinações produzidas pelas bebidas são chamadas de miragens e os guias desta religião procuram "conduzi-las" para dimensões espirituais da vida.
     

Atropa belladona - A Atropina é encontrada em grande quantidade na Atropa belladona, uma planta nativa da Europa que agora se alastra pelos Estados unidos. Suas bagas são doces (um atractivo que representa risco, especialmente para as crianças ), mas com taxas especialmente altas de atropina . Os Hyoscyamus niger (meimenbros ) contém grandes quantidades de escopolamina .

Datura stramoniun (estramónio ou figueira-do-inferno) A Datura Stramonium (estramonio ou figueira do inferno) e uma planta nativa da América do Norte  Todas as partes da planta contêm quantidades significativas de atropina , escopolamina e compostos relacionados . As espécies ''datura'' foram usadas em rituais nativos americanos. Um incidente ocorrido em Jamestown,Virginia,originou o seu nome alternativo"Jimson" ou " Jamestowm weed"(algo como "erva daninha de Jamestown"). Soldados enviados a Jamestowon para reprimir um motim permaneceram desorientados por quase duas semanas quando a datura foi inadvertidamente colocada em sua comida.

A noz - moscada e suas cascas contêm as substâncias alucinógenas miristicim e elemicim . As estruturas químicas de ambas , são, como a mescalina ,semelhantes à da norepinefrina ou anfetaminas criadas em laboratório , mas os efeitos se parecem mais com os do LSD. O uso delas frequentemente ocorre quando as substâncias preferidas não estão disponíveis.

As videiras "morning glory" (glória da manhã ) são encontradas em muitos lugares. O nome de algumas , por exenplo "Heavenly Blue" (azul celeste), pode indicar o seu potencial alucinógeno. As sementes contêm a maior parte das substâncias químicas alucinógenas .
Uma das substâncias sintetizadas pelas plantas é a DMT, já comentada em relação à Jurema.

Efeitos no cérebro

Já foi acentuado que os cogumelos e as plantas analisadas acima são alucinógenas, isto é, induzem a alucinações e delírios. É interessante ressaltar que estes efeitos são muito maleáveis, isto é, dependem de várias condições como: sensibilidade, personalidade do indivíduo, expectativa que a pessoa tem sobre os efeitos, presença de outras pessoas, etc, como a bebida do Santo Daime.
As reacções psíquicas são ricas e variáveis. Às vezes, são agradáveis (boa viagem) e a pessoa se sente recompensada pelos sons incomuns, cores brilhantes e pelas alucinações. Em outras ocasiões, os fenómenos mentais são de natureza desagradável, visões terrificantes, sensações de deformação do próprio corpo, certeza de perigo iminente, etc. São as más viagens.
Tanto as ''boas'’ como as '‘más’ viagens podem ser conduzidas pelo ambiente, pelas preocupações anteriores (o experimentador contumaz sabe quando não está de '‘cabeça boa'’ para tomar o alucinógeno) e principalmente por uma pessoa ao lado. Esse é o papel do ‘'guia’' ou '‘sacerdote'’ nos vários rituais religiosos, que, juntamente com o ambiente do tempo, os cânticos, etc., são capazes de conduzir os efeitos mentais para o lado desejado".

Efeitos no resto do corpo

Os sintomas físicos são pouco salientes, pois são alucinógenos. Pode aparecer dilatação das pupilas, suor excessivo, taquicardia e náuseas/vómitos, estes últimos mais comuns à bebida do Santo Daime.

Aspectos gerais

Como ocorre com quase todas as substâncias alucinógenas, praticamente não há desenvolvimento de tolerância; também, comummente, não induzem à dependência e não ocorre síndrome de abstinência com o cessar do uso. Assim, a repetição do uso dessas substâncias tem outras causas que não o de evitar os sintomas da abstinência. Um dos problemas preocupantes com o uso desses alucinógenos é a possibilidade, felizmente rara, da pessoa ser tomada de um delírio persecutório, delírio de grandeza ou acesso de pânico e, em virtude disto, tomar atitudes prejudiciais a si e aos outros.

Escrito por drogas-cia às 20h08
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ANFETAMINAS

 

Sob a designação geral de anfetaminas, existem três categorias de drogas sintéticas que diferem entre si do ponto de vista químico. As anfetaminas, propriamente ditas, são a destroanfetamina e a metanfetamina.

Existem no mercado vários produtos que podem ser enquadrados numa dessas três categorias. São eles: Benzidina e Bifetamina, anfetaminas puras; Dexedrine, um sulfato de destroanfetamina, com estrutura molecular semelhante ao hormonio epinefrine (adrenalina), que é uma substância secretada no corpo humano pela glândula supra-renal nos momentos de susto; Dexamil, uma combinação de dextroanfetamina e amobarbital, um sedativo; Methedrine e Desoxyn, metanfetaminas puras; Desbutal e Obedrin, combinações de metanfetamina e pentobarbital, um barbitúrico; e Amphaplex, um coquetel de metanfetamina, anfetamina e dextroanfetamina. Preludin, uma droga que difere quimicamente das anfetaminas, é enquadrada nesse grupo por causar os mesmos efeitos.

Em estado puro, as anfetaminas têm a forma de cristais amarelados, com sabor intragavelmente amargo. Geralmente ingeridas por via oral em cápsulas ou comprimidos de cinco miligramas, as anfetaminas também podem ser consumidas por via intravenosa (diluídas em água destilada) ou ainda aspiradas na forma de pó.

A anfetamina surgiu no século 19, tendo sido sintetizada pela primeira vez na Alemanha, em 1887. Cerca de 40 anos depois, a droga começou a ser usada pelos médicos para aliviar fadiga, alargar as passagens nasais e bronquiais e estimular o sistema nervoso central. Em 1932, era lançada na França a primeira versão comercial da droga, com o nome de Benzedrine, na forma de pó para inalação. Cinco anos mais tarde, a Benzedrine surgiu na forma de pílulas, chegando a vender mais de 50 milhões de unidades nos três primeiros anos após sua introdução no mercado.

Durante a Segunda Guerra Mundial, tanto os aliados como as potências do Eixo empregaram sistematicamente as anfetaminas para elevar o moral, reforçar a resistência e eliminar a fadiga de combate de suas forças militares. Tropas alemãs, como as divisões Panzer, empregavam a Methedrine. Já a Benzedrine foi usada pelo pessoal da Força Aérea norte-americana estacionado em bases na Grã-Bretanha. Em território dos Estados Unidos, entretanto, o uso das anfetaminas por pessoal militar só foi oficialmente autorizado a partir da Guerra da Coreia. A febril produção de anfetaminas para atender aos pilotos da Luftwaffe, a força aérea de Hitler, gerou excedentes que provocaram uma verdadeira epidemia anfetamínica no Japão. Perto do final, da guerra, os operários das fábricas japonesas de munição receberam generosos suprimentos da droga, que era anunciada como solução para eliminar a sonolência e embalar o espírito. Como resultado, no período imediato do pós-guerra, o Japão possuía 500 mil novos viciados.

Pouco mais tarde, no início da década de 50, militares americanos servindo no Japão e na Coreia se transformaram nos primeiros a utilizar o speedball, uma mistura injectável de anfetamina e heroína. Outra epidemia anfetamínica aconteceu na Suécia em 1965, depois que a droga passou a ser fornecida pelo serviço nacional de saúde. Milhares de pessoas se aproveitaram do fato de a anfetamina ser distribuída gratuitamente para consumir quantidades abusivas da sua substância, até que ela foi tornada ilegal algum tempo depois.

Nas últimas décadas, a anfetamina tem sido usada em massa em tratamentos para emagrecer, já que a droga é temporariamente eficaz na supressão do apetite. Entretanto, à medida que o tempo passa, o organismo desenvolve tolerância à anfetamina e torna-se necessário aumentar cada vez mais as doses para se conseguir os mesmos efeitos. A perda de apetite gerada pelo seu uso constante pode transformar-se em anorexia, um estado no qual a pessoa passa a sentir dificuldade para comer e até mesmo para engolir alimentos pastosos, resultando em sérias perda de peso, desnutrição e até morte. Durante muito tempo, a anfetamina foi também utilizada para tratar depressão, epilepsia, mal de Parkinson e narcolepsia. Actualmente, apenas a narcolepsia permanece utilizando essa droga em seu tratamento.

As anfetaminas agem estimulando o sistema nervoso central através de uma intensificação da norepinefrina, um neuro-hormônio que activa partes do sistema nervoso simpático. Efeitos semelhantes aos produzidos pela adrenalina no cérebro são causados pelas anfetaminas, levando o coração e os sistemas orgânicos a funcionarem em alta velocidade. Resultado: o batimento cardíaco é acelerado e a pressão sanguínea sobe bastante. Ao agir sobre os centros de controle do hipo tálamo, ao mesmo tempo em que reduz a actividade gastrointestinal, a droga inibe o apetite e seu efeito pode durar de quatro a 14 horas, dependendo da dosagem.

A anfetamina é rapidamente assimilada pela corrente sanguínea e, logo depois de ser ingerida, provoca arrepios seguidos de sentimentos de confiança e presunção. As pupilas dilatam, a respiração torna-se ofegante, o coração bate freneticamente e a fala fica atropelada. Em seguida, o usuário da droga pode entrar em estado de euforia e elevação, enquanto seu corpo se agita com uma intensa liberação de energia. Quando essa energia se extingue, o efeito começa a declinar, sendo substituído por inquietação, nervosismo e agitação, passando à fadiga, paranóia e depressão. Esgotadas as sensações da droga, o abuso leva geralmente a dores de cabeça, palpitações, dispersividade e confusão. Como o efeito é pouco duradouro e termina em depressão, o usuário é levado a tomar doses sucessivas, que vão aumentando na quantidade de anfetamina ingerida à medida que o organismo vai se habituando à droga. O ciclo de abuso e dependência pode criar uma reacção tóxica no organismo, conhecida como psicose anfetamínica, que pode durar até algumas semanas, com irritabilidade, insónia, alucinações e até a morte em casos extremos. Os sonhos de quem abusa de anfetaminas são perturbados e interrompidos, e seu sono é pouco reparador.

Overdoses fatais, todavia, são raras, e a dosagem letal ainda é desconhecida, sendo que os usuários mais habituais podem consumir até 1000 miligramas por dia. Ao contrário do que os médicos pensavam quando se começou a utilizar a anfetamina, a droga não causa dependência física, mas psicológica, podendo chegar a tal ponto em que o abandono de seu uso torna-se praticamente impossível.

As anfetaminas são as drogas geralmente associadas com os casos de doping em corridas de cavalos, jogos de futebol e outras competições desportistas.

Escrito por drogas-cia às 19h56
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Álcool

 

Aspectos históricos


Toda a história da humanidade está permeada pelo consumo de álcool. Registros arqueológicos revelam que os primeiros indícios sobre o consumo de álcool pelo ser humano data de aproximadamente 6000 a.C., sendo portanto, um costume extremamente antigo e que tem persistido por milhares de anos. A noção de álcool como uma substância divina, por exemplo, pode ser encontrada em inúmeros exemplos na mitologia, sendo talvez um dos factores responsáveis pela manutenção do hábito de beber ao longo do tempo.

Inicialmente, as bebidas tinham conteúdo alcoólico relativamente baixo, como por exemplo o vinho e a cerveja, já que dependiam exclusivamente do processo de fermentação. Com o advento do processo de destilação, introduzido na Europa pelos árabes na Idade Média, surgiram novos tipos de bebidas alcoólicas, que passaram a ser utilizadas na sua forma destilada. Nesta época, este tipo de bebida passou a ser considerado como um remédio para todas as doenças, pois "dissipavam as preocupações mais rapidamente do que o vinho e a cerveja, além de produzirem um alívio mais eficiente da dor", surgindo então a palavra whisky (do gálico usquebaugh, que significa "água da vida").

A partir da Revolução Industrial, registrou-se um grande aumento na oferta deste tipo de bebida, contribuindo para um maior consumo e, consequentemente, gerando um aumento no número de pessoas que passaram a apresentar algum tipo de problema devido ao uso excessivo de álcool.

Aspectos gerais


Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois ele actua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência. O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Esse é um dos motivos pelo qual ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas. Apesar de sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo, passa a ser um problema. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, frequência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo. Desta forma, o consumo inadequado do álcool é um importante problema de saúde pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando altos custos para sociedade e envolvendo questões, médicas, psicológicas, profissionais e familiares.

Efeitos agudos


A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora.
Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitos estimulantes como euforia, desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar). Com o passar do tempo, começam a aparecer os efeitos depressores como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muito exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma.
Os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo com as características pessoais. Por exemplo, uma pessoa acostumada a consumir bebidas alcoólicas sentirá os efeitos do álcool com menor intensidade, quando comparada com uma outra pessoa que não está acostumada a beber. Um outro exemplo está relacionado a estrutura física; uma pessoa com uma estrutura física de grande porte terá uma maior resistência aos efeitos do álcool.
O consumo de bebidas alcoólicas também pode desencadear alguns efeitos desagradáveis, como enrubecimento da face, dor de cabeça e um mal-estar geral. Esses efeitos são mais intensos para algumas pessoas cujo organismo tem dificuldade de metabolizar o álcool. Os orientais, em geral, tem uma maior probabilidade de sentir esses efeitos.

Álcool e Trânsito


A ingestão de álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui a coordenação motora e os reflexos, comprometendo a capacidade de dirigir veículos, ou operar outras máquinas. Pesquisas revelam que grande parte dos acidentes são provocados por motoristas que haviam bebido antes de dirigir. Neste sentido, segundo a legislação brasileira (Código Nacional de Trânsito, que passou a vigorar em Janeiro de 1998) deverá ser penalizado todo o motorista que apresentar mais de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue. A quantidade de álcool necessária para atingir essa concentração no sangue é equivalente a beber cerca de 600ml de cerveja (duas latas de cerveja ou três copos de chupe), 200ml de vinho (duas taças) ou 80ml de destilados (duas doses).  

 

Alcoolismo

 


Conforme já citado neste texto, a pessoa que consome bebidas alcoólicas de forma excessiva, ao longo do tempo, pode desenvolver dependência do álcool, condição esta conhecida como "alcoolismo". Os factores que podem levar ao alcoolismo são variados, podendo ser de origem biológica, psicológica, sociocultural ou ainda ter a contribuição resultante de todos estes factores. A dependência do álcool é uma condição frequente, atingindo cerca de 5 a 10% da população adulta brasileira.
A transição do beber moderado ao beber problemático ocorre de forma lenta, tendo uma interface que, em geral, leva vários anos. Alguns dos sinais do beber problemático são: desenvolvimento da tolerância, ou seja, a necessidade de beber cada vez maiores quantidades de álcool para obter os mesmos efeitos; o aumento da importância do álcool na vida da pessoa; a percepção do "grande desejo" de beber e da falta de controle em relação a quando parar; síndrome de abstinência (aparecimento de sintomas desagradáveis após ter ficado algumas horas sem beber) e o aumento da ingestão de álcool para aliviar a síndrome de abstinência.
A síndrome de abstinência do álcool é um quadro que aparece pela redução ou parada brusca da ingestão de bebidas alcoólicas após um período de consumo crónico. A síndrome tem início 6-8 horas após a parada da ingestão de álcool, sendo caracterizada pelo tremor das mãos, acompanhado de distúrbios gastrointestinais, distúrbios de sono e um estado de inquietação geral (abstinência leve). Cerca de 5% dos que entram em abstinência leve evoluem para a síndrome de abstinência severa ou delirium tremens que, além da acentuação dos sinais e sintomas acima referidos, caracteriza-se por tremores generalizados, agitação intensa e desorientação no tempo e espaço.

Efeitos no resto do corpo


Os indivíduos dependentes do álcool podem desenvolver várias doenças. As mais frequentes são as doenças do fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose). Também são frequentes problemas do aparelho digestivo (gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite), no sistema cardiovascular (hipertensão e problemas no coração). Também são frequentes os casos de poli neurite alcoólica, caracterizada por dor, formigamento e cãibras nos membros inferiores.  

Durante a gravidez


O consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação pode trazer consequências para o recém-nascido, sendo que, quanto maior o consumo, maior a chance de prejudicar o feto. Desta forma, é recomendável que toda gestante evite o consumo de bebidas alcoólicas, não só ao longo da gestação como também durante todo o período de amamentação, pois o álcool pode passar para o bebé através do leite materno.
Cerca de um terço dos bebés de mães dependentes do álcool, que fizeram uso excessivo durante a gravidez, são afectados pela "Síndrome Fetal pelo Álcool". Os recém-nascidos apresentam sinais de irritação, mamam e dormem pouco, além de apresentarem tremores (sintomas que lembram a síndrome de abstinência). As crianças severamente afectadas e que conseguem sobreviver aos primeiros momentos de vida, podem apresentar problemas físicos e mentais que variam de intensidade de acordo com a gravidade do caso.

Escrito por drogas-cia às 19h53
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 HAXIXE

É interessante verificar que os efeitos desta droga são condicionados não só pelo organismo daquele que ingere a droga, mas também, pela forma como o jovem se sente inserido no grupo. Isso vai ajudar a que a sua reacção seja de alegria e tranquilidade ou agressividade e desconfiança.
O consumo de haxixe provoca efeitos muitos variados, tanto mais que cada organismo reage à sua maneira. No entanto podemos referir alguns desses efeitos, que muitas vezes são contraditórios:

 

· Perda do interesse pelos estudos ou trabalho
· Falta de higiene pessoal
· Agressividade à flor da pele
· Fuga para isolamentos, como ficar sozinho trancado por horas e horas
· Sempre arredio a visitas e encontros sociais e em família
· Frascos de colírio pela casa
· Aumento do apetite
· Boca seca
· Noção de tempo e espaço alterada
· Aumento da libido
· Olhos permanentemente irritados e vermelhos
· Sorriso involuntário
· Queda da tensão arterial
· Redução da força muscular
· Prejuízo da memória recente
· Euforia
· Sensação de relaxamento
· Tremores finos
· Queda da temperatura
· Náuseas
· Cefaleias
· Desconfiança.

Escrito por drogas-cia às 19h46
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cristal

O que é?

Cristal meta é também conhecido como meth, crystal, metanfetamina e Tina. Nos Estados Unidos é também chamado de ice, cranck e speed (não confundir com o speed normal, uma anfetamina mais fraca).

Cristal é um estimulante feito de uma anfetamina superpoderosa (ele acelera seu corpo e suas funções). Substâncias químicas industriais e produtos de limpeza (geralmente tóxicos) entram na fabricação dele.

Usado em danceterias ou durante sexo, cristal libera o hormônio cerebral do stress norepinefrina (noradrenalina) e as substâncias do ‘bem estar’ dopamina e serotonina.

Cristal, como o nome diz, são uns cristais brancos ou incolores, como açúcar, que podem ser esmagados para virar pó. Geralmente vêm em um minúsculo saco plástico de cerca de 3×3cm chamado ‘bag’. Pode vir algumas vezes na forma de pílulas.

Tomando cristal

Na forma de cristal, pode ser fumado por um cachimbo de plástico. Cristal na forma de pó é geralmente cheirado, mas pode ser misturado em água e injetado. Pode também ser injetado no ânus por uma seringa sem a agulha.

Altos e baixos

Cristal é usado para dar energia durante sexo ou para dançar por muito tempo. Ele pode fazer você sentir viajando, bem aceso, confiante (às vezes invencível), impulsivo, menos propenso a sentir dor, e com muito tesão (e com menos inibições).

Cristal eleva a temperatura do corpo, batimentos cardíacos e pressão sangüínea talvez a níveis perigosos, com risco de ataque, derrame, coma ou, se azarado, morte.

Você pode ficar dias sem comer ou dormir. O fim do efeito pode te deixar sentindo exausto, agressivo e paranóico, e em alguns casos pensando em suicídio.

Dependendo de como você toma cristal, pode danificar os pulmões, nariz e boca. A má reputação desta droga vem dos vários problemas que tem causado na cena gay dos Estados Unidos e Austrália.

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Sexo com cristal meta

Cristal pode fazer um homem sentir muito tesão, até ficar um compulsivo sexual, trepando com muitas pessoas durante orgias sexuais. Alguns caras sob efeito de cristal fazem coisas na cama que não fariam normalmente, inclusive arriscando pegar ou passar HIV.

O cristal freqüentemente impede homens de gozar ou ter uma ereção (conhecido como ‘pau de cristal’).

Sexo duradouro ou selvagem estimulado pelo cristal pode causar ferimentos ou sangramento nos órgãos sexuais e boca. Isto pode passar desapercebido mas significa mais risco de contrair HIV, hepatite C e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Sexo com cristal tem sido descrito como sendo frio, agressivo ou desconexo.

cristal

Um relacionamento de longo prazo?

Tolerância ao cristal aparece logo, e mais da droga é necessário para dar a mesma viagem. A droga tem a reputação de viciar rapidamente. Muitos que vão a festas com a Tina já deram adeus a empregos, casa, dinheiro, namoros, amigos e família. Pessoas fortes que conseguem controlar o uso de outras drogas se viram fora de controle com cristal. Pode ficar difícil de pensar em fazer sexo sem estar sob efeito de cristal.

Usar cristal por longo tempo pode ser assustador: estamos falando de psicoses ou de problemas de saúde mental duradouros (mesmo depois de parar de usar).
Evitar cristal pode ser muito difícil, e os efeitos no cérebro podem durar muito depois de parar com a droga.

Cristal com outras drogas

Coquetel anti-HIV – inibidores de protease podem causar um grande, talvez fatal aumento nos níveis de cristal no corpo. E se você está sob efeito no fim-de-semana, você está menos propenso a tomar sua medicação no horário (se é que se lembrará). Cristal em si danifica o sistema imunológico, assim como ficar sem comer ou dormir quando você está viajando.

Drogas do tipo Ecstasy, cocaína, poppers e Viagra – todas estas deixam o coração sob pressão. Se você está usando cristal também você está forçando seu coração ainda mais.

Anti-depressivos – usar cristal enquanto está tomando anti-depressivos pode gerar reações perigosas, incluindo alta pressão sangüínea. Consulte seu médico.

É bom saber

É melhor não injetar. É a maneira mais rápida de ficar viciado e arrisca sérios problemas de saúde (abscessos na pele, destruição de veias, envenenamento sangüíneo e infecções do coração). Compartilhar agulhas arrisca pagar ou passar HIV, hepatite C e outras infecções.

Usar cachimbos quentes pode machucar sua boca e se você os compartilha arrisca passar – em pequenas quantidades de sangue – infecções como hepatite C e HIV.

Camisinhas são mais propensas de estourar após cerca de meia hora trepando. Então, durante sessões de sexo duradouras, convém checar a borrachuda às vezes e colocar uma nova a cada 30 minutos.

Escrito por drogas-cia às 19h38
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ECSTASY

Dependendo da quantidade ingerida, o MDMA demora tipicamente 30-60 minutos a surtir efeito. Ao contrário de outros psicoactivos, o efeito do MDMA é muito rápido: muitas vezes quando o consumidor se apercebe que os efeitos estão a surgir, já estes se encontram muito próximos do pico. A quantidade de MDMA em cada comprimido varia, em média, entre 30 e 100 mg, dependendo da pureza da sua composição e da tolerância do consumidor.

A duração do efeito é de cerca de 3 a 4 horas, quando ingerido oralmente, podendo ter duração de até 06 horas. Existe, porém, um período de tempo acrescido associado ao declínio dos efeitos primários em que o consumidor tem a percepção da persistência dos efeitos, embora não possam ser considerados a verdadeira experiência, isto é, os efeitos primários. Neste período ocorrem freqüentemente insónias (devido ao estado de agitação), coceiras, reaçoes musculares como espasmos involuntários, espasmos do maxilar, dor de cabeça,visão turva, manchas roxas na pele, movimentos descontrolados de vários membros principalmente braços e pernas.

Durante o período de intensidade do ecstasy podem surgir circunstâncias perigosas: náuseas, desidratação, hipertermia, hiponatrémia. Estes sintomas são frequentemente ignorados pelo consumidor devido ao estado de despreocupação e bem-estar provocados pela droga, o que pode ocasionar exaustão, convulsões e mesmo a morte. Assim, tornou-se frequente ver os consumidores em raves e clubes de dança dotados de garrafas de água ou bebidas energéticas. Quando ingerido com bebidas alcoolicas pode ocasionar num choque cardiorrespiratório levando ao óbito.

Em termos de efeitos secundários, o MDMA provoca frequentemente variações de humor nos dias seguintes; alguns indivíduos registram períodos depressivos. Alguns indivíduos também registram a ocorrência de erupções cutâneas (espinhas) no rosto nos dias subsequentes ao uso.

Também pode acarretar perda de memória parcial para usuários muito freqüentes; essa perda de memória é reversível, caso a pessoa pare de consumir a substância por alguns meses. Imediatamente à cessação dos efeitos primários, prevalece também a falta de apetite o que deve ser activamente combatido para repor a energia gasta durante as baladas.

O relato de um usuário acerca dos efeitos da droga descreve inicialmente uma sensação de tontura semelhante a de embriaguez. Essa sensação é a primeira manifestação da droga. Em seguida perde-se a sensação de peso do corpo, e sente-se como se estivesse flutuando. A partir daí todos ao seu redor parecem amigos, e sente-se uma forte atração física por todos. Cerca de 20 minutos após a manifestação inicial, começam formigamentos que, segundo relatos, se assemelham a repetitivos orgasmos por todo o corpo. Os efeitos da droga ficam oscilando entre momentos com fortes efeitos, e momentos em que os efeitos passam. Dependendo da quantidade que foi ingerida, quando os efeitos passarem o indivíduo vai se sentir desanimado, querendo "voltar pra casa". Ao deitar, os sintomas causados pela febre alta vão dificultar o adormecimento, e serão horas de tremores, suor frio intenso e náuseas, acompanhados de pensamentos frenéticos e irritação causada pela alta sensibilidade dos sentidos.

Por agir no Sistema Nervoso Central, mais especificamente no Sistema Serotonérgico o humor pode tornar-se instável após o consumo da substância. Portanto recomenda-se nos dias após a experiência o consumo de alimentos que induzem a liberação de serotonina (como o chocolate e o abacaxi) e também alimentos ricos em triptofano (precursor da serotonina).

Não é aconselhável a mistura do Ecstasy com outras substâncias. Para minimizar possíveis efeitos colaterais do Ecstasy aconselha-se o consumo de anti-oxidantes (vitaminas B2, B6, B12, C,etc...) alguns dias antes do consumo da substância. Devido à alta neurotoxicidade também é importante dar um intervalo entre um consumo e outro (o ideal seriam cerca de 6 meses) e evitar consumir grandes quantidades (no máximo um a dois comprimidos por evento).

Atualmente a droga pode conter diversos elementos ainda mais prejudiciais além dos descritos, MDA (possui mais efeitos negativos que o MDMA), anfetaminas, Ketamina.

Escrito por drogas-cia às 19h30
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CRACK

 

É uma Mentafetamina produzida em laboratório. É uma mistura de cocaína em pó, com amônia, bicarbonato de sódio e água. É mais barato que a cocaína, mas o seu efeito, que dura pouco tempo (em torno de vinte a trinta segundos), é seis vezes mais forte, aumentando o consumo rapidamente, levando a dependência. Tem formato de pequenas pedras irregulares.

O Crack é fumado em cachimbos, por isso, o usuário utiliza qualquer tipo de material que sirva de cachimbo. Ex: lata de refrigerante ou cerveja, lâmpadas, bambus e etc.

 

O usuário chega a fumar vinte pedras de crack por dia, alguns fumam até mais; cada pedra custa em torno de cinco a dez reais, com isso, ele pode gastar com o seu vício, cerca de dois mil reais por mês, ou mais. Por aí percebe-se que a dependência sai cara e a pessoa quando não tem dinheiro, fará qualquer coisa; ela vai matar, roubar ou se prostituir para conseguir a droga e alimentar o seu vício.

 

 

O Crack foi criado para atrair os jovens e pobres, por ter um custo baixo, de fácil aquisição. Obtido a partir da cocaína não refinada, acrescida de uma substância básica, geralmente bicarbonato de sódio, ele é comercializado na forma de pequenas pedras porosas, de um branco sujo, amarelado.

 

 

Como o Crack é vendido?

 

R: Em pedacinhos, do tamanho de bolinhas, em diminutos frascos de plástico, por cinco ou dez reais.

 

Qual a origem do nome?

 

R: Assim é chamado por causa do som que emite, pois faz um pequeno estalo na combustão quando é fumado. É uma forma de cocaína, altamente viciadora, extremamente potente.

 

Como ele é consumido?

 

R: É fumado em vez de ser injetado na veia ou cheirado, sendo absorvi-do imediatamente pelos vasos sangüíneos. O consumo regular pode levar à dependência em cerca de três meses.

 

Quais são os efeitos do Crack?

 

São os mais intensos. A fumaça atua mais rápido, sobe de imediato à cabeça. A euforia dura apenas uns trinta segundos cada porção, quase sempre acompanhada por devastador abatimento que pode deixar os usuários irritáveis, deprimidos, nervosos ou paranóicos.

É um tóxico extremamente compulsivo, muito mais do que a cocaína comum. A euforia é tão intensa e o efeito tão potente que mantém os usuários sempre focalizados na próxima dose. O viciado é tomado de grande excitação. Mas quando a pedra se esgota, sobrevém a exaustão. O corpo amolece e a pessoa entra em sono profundo, semelhante ao desmaio.

Os efeitos negativos são a irritabilidade, delírios, alucinações, aumento de temperatura e pressão arterial, convulsões, problemas respiratórios e cardíacos. Também ocasiona perda de peso, problemas com a visão e dificuldade para dormir.

Estimula o cérebro e provoca euforia e sensação de onipotência. Há dilatação da pupila, aumento da percepção, do ritmo da respiração e dos batimentos cardíacos.

O uso contínuo de crack, leva à morte por ação fulminante no sistema nervoso central e cardíaco em menos de seis meses.

O VÍCIO DO CRAK é mais difícil de largar do que a cocaína, e as alucinações podem ser tão potentes como no início, mesmo depois de dois anos de tratamento.

O crack é a droga preferida pelos usuários, porque dispensa as temidas agulhas. Para os usuários, a droga fumada parece mais inofensiva do que a injetada. Mas é um engano, pois a substância fumada é absorvida muito mais rapidamente pelo organismo. A droga vai dos pulmões direto para o cérebro.

Quando cheirada, ela passa primeiro por filtros do aparelho respiratório. Quando injetada, após ser aquecida, passa antes pelo fígado, seguindo depois para o coração, pulmão e finalmente o cérebro. Como em todas as drogas,  a euforia dura pouco tempo, o que faz com que a pessoa se drogue cada vez mais. Por isso, a dependência vem em poucos dias.

 

 

 

O efeito crack é tão devastador que os traficantes não teriam muito lucro com o viciado. Ele morre logo. O usuário a partir do momento que passa a usar todos os dias, vive em média 06 meses.

“Não só a desfiguração externa é intensa – o efeito dentro do corpo é pior ainda”

 

O Crack é tão perigoso, pois se o usuário não vier a falecer logo por causa dos seus efeitos devastadores, pode acontecer com ele o que aconteceu no exemplo abaixo.

 

Morte de um menor de apenas 12 anos, que era usuário de Crack e estava devendo apenas R$ 10,00 para um traficante, por causa de sua dívida, morreu dentro de casa com um tiro no peito.

 

Escrito por drogas-cia às 19h16
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DROGAS

1920. Al Capone, símbolo do gangster norte americano, enriquecia através do comercio ilícito de bebidas alcoólicas. Os estados Unidos para conter essa marginalidade, criou a Lei Sêca, que atuou por mais de 13 anos.

1930, as farmácias brasileiras, vendiam cigarros á base  de maconha, indicados para inúmeros males da saúde.

Na decada de 50, os barbitúricos, como o GARDENAL, tem seu auge no lema dos laboratórios "VIVA MELHOR COM A QUÍMICA"

Nos anos 60, a era doo LSD. Também a Maconha acompanhava a juventude nas manifestações de protestos, na onda Hippe e nos grandes Festivais  de Woodstock.

Nos anos 70,a proliferação da cocaina e seus derivados como o Crack.

Na decada de 80, o susto,pois, as substâncias que antes se ligavam a idéia de PAZ e AMOR, agora estão vinculadas a palavra TRAFICO E MORTE. e Tudo ao mesmo tempo, LSD,COCAINA,HEROINA,CRACK,ECSTASY,CRYSTAL etc.

O que quero dizer, é que a história das drogas sempre acompanhou o HOMEM em cada epoca a Humanidade lidou a sua maneira com elas. Estarão sempre presentes em nossa porta, e cabe a cada um de nós ajudar na prevenção de seu uso.

O conteúdo deste BLOG procura retratar, na maioria das vezes, o meu entendimento sobre os mais  diversos ângulos da problemática das drogas. Não espero e tão pouco acredite, que os leitores possam concordar com todo o conteúdo desta. Embora trabalhe , e pesquise nesta área por mais de 20 anos, ainda possuo dúvidas e reformulo conceitos diariamente.

De qualquer forma, há sempre alguém com uma outra dúvida sobre este polêmico tema, pode ser o Pai,o Jovem, o Professor ou qualquer outro profissional. E a recompensa por este trabalho é saber que alguém possa aqui encontrar respostas para o seu questionamento e que de alguma forma, possa vir colaborar em prol da Saúde Física e Mental do semelhante.

jotamachado

Escrito por drogas-cia às 18h47
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